Um Caminho


Nature_

Ou um olhar para a vida. Entre tantos outros.

Bert Hellinger nos oferece uma viagem ao Simples. Simples assim como gostamos de dizer.

Assistimos, frequentemente, o milagre da semente, que se rompe para deixar surgir o broto da planta, a mulher que gera seu filho, as estações do ano, o calor, o frio, as colheitas das quais depende a nossa sobrevivência. Milagres de vida. Entretanto, isso não nos deixa perplexos. É assim: simples assim. As plantas brotam e tornam a brotar. Os animais vivem, simplesmente, sua vida de animais. As aves migratórias voam milhares de quilômetros para se reproduzir e voam de volta milhares de quilômetros. Sempre seguindo a mesma rota. Os pinguins suportam uma noite gelada que dura quatro meses a menos 70º C para chocarem um único ovo. De onde vem essa sabedoria? Como se perpetua esta transmissão de vida?

E a nossa vida como vai? Simplesmente como a dos animais e plantas?

Somos da mesma natureza que os animais e plantas? Teríamos, como eles, em nós, o código da vida, ou precisaríamos interferir e gerenciá-la durante o tempo todo para que pudéssemos sobreviver?

Para Bert Hellinger a transmissão da vida é a função da vida.

Não só a transmissão, mas a evolução.

Primeiro a importância da vida.

Nem sempre olhamos para a vida com a importância que ela tem. Para muitos de nós, parece que não tem importância alguma. Para outros parece que a vida está a nosso serviço. Que teríamos de ser felizes, realizados, amados, como um pacote incluso no ato do nosso nascimento. Se isto não aconteceu, passamos a vida toda reclamando e culpando algo ou alguém. Ao observarmos a luta pela sobrevivência entre os animais, a luta de nossos antepassados, em épocas difíceis, tanto pela sobrevivência na natureza selvagem, como em tempos selvagens de ideias ferozes e crenças desumanas. Ninguém escolheu isto. A força da vida se faz assim. Desde o primeiro ser vivo, que surgiu nas profundezas do oceano, a própria vida vem fazendo o seu caminho: Milagroso.

E, apesar de tantas dificuldades evoluímos. Nossos códigos de conduta evoluíram. Ao olharmos para o passado, através das constelações, podemos reconhecer o sentido da nossa vida. E o seu valor.

E a importância da família.

Os antepassados, suas lutas, dores e desencontros na busca de uma solução melhor para seus familiares. Muitas vezes por caminhos tortuosos que acabaram gerando marcas profundas nas gerações seguintes.

Desde o surgimento da espécie humana, esta evolução vem acontecendo através dos mecanismos de sobrevivência, que o ser humano vem desenvolvendo e descobrindo ao longo dos tempos.

Para a sobrevivência humana, se faz necessária a convivência em grupos. Em primeiro lugar, para a defesa e a proteção contra animais ferozes e mais fortes. Em segundo, para a alimentação e construção de abrigos, para a proteção contra o frio e outros episódios naturais.

Assim, com o passar do tempo, para o desenvolvimento da personalidade, os seres humanos precisam do outro para construírem a si próprios como pessoas. O nosso potencial humano somente se realiza na convivência com nossos semelhantes. Essa convivência está editada no DNA humano. Toda a história dos nossos ancestrais está inscrita nos nossos genes.

Bert Hellinger desenvolve a técnica para acessar as informações, que carregamos sobre o passado de nossas famílias. Informações sobre fatos que muitas vezes bloqueiam o fluxo natural das nossas vidas.

Reunidas em grupos, na técnica de constelações, as pessoas representam eventos do passado de outra pessoa, sem terem conhecimento prévio dos mesmos. Desta forma, é possível olharmos para situações difíceis, que marcaram a história das nossas famílias, que sem a existência dos mesmos não viveríamos. No final, a grande conclusão que podemos ter, é que da mesma forma que os animais e de posse do código da vida, nossas famílias transmitem a vida a duríssimas penas.

Tenho a honra de trabalhar na divulgação deste pensamento.

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